sábado, 20 de fevereiro de 2010

FAMÍLIA

Vive-se de há uns tempos (longos) a esta parte, um total descrédito em relação à família. Em relação àquilo que a palavra significa e em relação a tudo o que podemos a ela associar. Em tempos família era sinónimo de casa cheia, de gargalhadas no ar, de olhares cruzados, de representações de carinho. Hoje não. O que vemos hoje são pessoas que, acima de qualquer coisa, colocam os seus interesses.
«Não vou ao jantar porque estou cansado»
«Não telefono porque estou com pouco saldo»
«Não me apetece»
«Não vou visitar porque me aborrece aquele ambiente»
Hoje todos querem sobressair. Nas famílias se se houve alguém a falar mais alto é porque a sua voz tem de se elevar para se fazer ouvir, já não é porque tem um 'comunicado' a fazer, um 'parabéns à cozinheira', ou uma notícia fresquinha que queira partilhar. Hoje há o padrasto e a madrasta. Os meios-irmãos. E tudo o resto a isto associado.
O dinheiro assume uma importância extrema. Porque tudo é caro e porque para tudo é preciso dinheiro. Deixaram de se fazer os piqueniques, as idas ao cinema em família, a ida natalícia ao circo de Natal.
É a crise.
Mas será só a crise?
Vivemos também uma crise de valores - todos sabemos isso.
Mas entre silêncios, crise (s), gritos, segredos e desculpas, temos de rever o conceito de família. E temos de voltar a ser uma família. Aproveitamos a chuva e fazemos um chá, sentamos-nos e conversamos. Como uma família.
Que tal? Vamos a isso...

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