Hoje, 2 de Setembro de 2009, oiço músicas dos Gift que me fazem pensar no noite boa que tive quando os vi. Tento recuperar esse bom momento hoje em que se inicia mais um ciclo de politiquices e joguinhos muito mais profundos e perigosos do que aquilo que podemos supôr.
Penso, assim, em política - por incrível que pareça - gosto de ouvir o que dizem uns e outros e de pensar acerca do que discutem. Oiço o debate, oiço a discussão que se segue ao debate, feita por pessoas, que, às vezes, deixam muito a desejar.
Interessante este Portugal em que vivemos que, a menos de um mês de eleições, Portugal e os portugueses acordam para a vida e desligam das férias que passaram e que demoram a chegar novamente e começam a aperceber-se - mais pelas televisões que dedicam ao assunto grande período do tempo - que de facto existe algo que nos é devido fazer: votar.
É obrigatório votar. Em branco, a favor do poder ou contra o poder, mas votar. Isso é indíscutivel, mas com debates em que o que sucede é um prolongamento do que acontece no parlamento e por isso pouco apelativo à maioria - e falo mesmo de uma grande maioria - torna-se difícil escolher em quem votar. Os ataques são mútuos uns ao que foi feito nos últimos quatro anos, outros ao que foi feito à uns anitos mais largos, mas tem o mesmo efeito - ataques de parte a parte. A discussão é fraca, a moderação do debate uma tarefa ingrata e difícil.
E, desculpai-me qualquer pessoa que me leia, mas é mesmo o ponto alto do primeiro frente-a-frente televisivo das eleições legislativas 2009, quando se ouve aquele que esteve no poder nos últimos quatro anos e alguns meses falar de um filme de terror, e evocar o seu título correctamente para atacar o seu adversário. Não deixa de ser curioso, Sr. Engenheiro, saber o que a sua pessoa, o primeiro-ministro, andou a ver nestes últimos anos - filmes de terror. É que havia portugueses que pensavam que eram só eles que ao olharem para o seu país viam uma realidade de terror, ou seria um filme?
E pensar eu que fiz, do alto dos meus 19 anos, a minha primeira crónica solta, aparentemente, sobre política - hoje - dia 2 de Setembro de 2009.
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